sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

“Enquanto o mundo é mundo” e antes do mundo ser “mundo”

Ao vivermos a nossa história (tempo presente) nós não pensamos muito na nossa história (tempo passado) e pouco pensamos no tempo que há de vir. Poderíamos falar em história futura? Mas as novas tecnologias da informação, os sites de busca, trazem a nós ideias emitidas há década e tantos perdidas no nosso esquecimento. Eu ia falar em brumas do passado, mas ficaria muito poético.

Encontrei esta matéria resultado de uma entrevista da Folha há 13 anos que me levou a me perguntar: ainda é assim? Este texto foi publicado no quinto mês e meio da era lulopetista; ainda não sentíamos os efeitos desta pandemia que hoje nos abate. A escolas, em todos os seus níveis, tornaram-se madraças de estudos marxistas cujos mestres parecem conhecer mais os boatos do que os fatos dos marxismo. Marxismo em linguagem manchetada, como me referi certa vez, e que me valeu severas críticas. Tínhamos, então, vários demônios para nos possibilitar uma visão de mundo larga, mas hoje os grandes mestres desta nova religião praticaram um genocídio “demônico” para preservar permitir a construção da nova crença com o seu demônio maior, cujo nome dado foi o uma ave típica brasileira, o tucano.

O vírus lulopetista acabou com a rivalidade múltipla, de várias identidades, para uma luta binária entre o bem e o mal tucano. Acabaram-se as rivalidades sadias em troca de uma luta revolucionária do bem lulopetista contra o mal tucano.

Como era isto há 13 anos?  Foi como tentei interpretar a seguir.

Rivalidades reforçam identidade das diferentes faculdades
 22 de Maio de 2003

Muitas vezes, foi apenas uma questão de escolha. Um aluno preferiu cursar uma instituição, mas também poderia ter feito a outra. Depois que começa a estudar, entretanto, cria-se uma rixa com outras faculdades, algo muito comum entre instituições com prestígio semelhante.
Os alunos de medicina da Unifesp, por exemplo, têm rixa com os da medicina da USP, que, por sua vez, também têm com os alunos de engenharia da mesma universidade. Isso fica claro principalmente em disputas esportivas, como o Intermed, entre faculdades de medicina, e o Interusp, entre algumas faculdades da USP. O mesmo ocorre entre os alunos de direito da USP e da PUC-SP durante os Jogos Jurídicos.
Segundo o antropólogo Mauro Cherobim, isso acontece porque, quando se forma um grupo de referência para um indivíduo, como seu time de futebol, sua profissão ou sua faculdade, a relação com outros grupos acontece por oposição, o que reforça suas identidades.
Quando os alunos de uma faculdade zombam dos de outra, isso serve, portanto, para reforçar a coesão do seu próprio grupo. "A violência entre os grupos é possível de ocorrer quando eles se encontram cara a cara e os ânimos ficam mais exaltados", disse Cherobim.
Segundo ele, entretanto, nem tudo o que é feito em oposição ao outro grupo serve para reforçar o próprio, mas existe um equilíbrio. "Quando um grupo começa a agir de forma anti-social, como usar a violência, isso incomoda os próprios membros do grupo e pode contribuir para desagregá-los", disse ele, que é professor da Unesp.

Fonte: Folha de S. Paulo



quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Lula um Pedro Malasartes desacreditado


Há mais de cinco anos venho dizendo que Lula escolheu Dilma para “guardar lugar” para a sua volta à Presidência quatro anos mais tarde. Escolheu errado; ele sempre a viu com uma auxiliar diligente e obediente, esquecendo que a “mosca azul” do poder pica até as pessoas mais tacanhas. Apesar da campanha do “volta Lula” na campanha das últimas eleições era Dilma que ocupava a “primeira cadeira” e dela emana um poder difícil de ser contrariado, no caso muito mais poderoso que o “volta Lula”. Dilma ganhou a parada; o seu “fazer o diabo” para vencer as eleições foi muito mais forte que o “diabo feito” pelo PT lulista. O PT dilmista era o que estrava no poder.

Nesta véspera de ano, a menos de seis horas para a chegada do 2016, tentando imaginar como seria mais este ano sob a gestão Dilma, em que o Brasil parece já ter ultrapassado a porta da falência, lembrei do livro o livro de José Nêumanne Pinto, O que eu sei de Lula (São Paulo: Topbooks, 2011). Foi o melhor trabalho que já ali a respeito de Lula, tão bom que se falou que a primeira tiragem esgotou antes que qualquer leitor tivesse acesso a ele.  A biografia de Lula estava tão escancarada que se tornava prejudicial à campanha lulopetista a ser desencadeada nas eleições dois anos e meio mais tarde.  O livro é um relato jornalístico, mas neste caso o autor não se furta de traçar um perfil psicológico do personagem biografado. Um aspecto deste perfil me deixou encucado: de Lula ser o político mais inteligente na vida brasileira. Mas Lula era inteligente ou esperto? Pela descrição do Autor Lula era um político esperto. Espertas são pessoas que encontram soluções e saídas de situações espinhosas, ou que sacam respostas com rapidez. Contudo, sem o mundo maior, sem o conhecimento e a visão das coisas, esse espírito vivo e curioso do esperto se resume à astúcia de “salvar a pele”. Podemos definir o esperto como aquela pessoa que tem inteligência prática e cuja referência é seu ego (ou seu umbigo?). O esperto é egocêntricos e por isto costuma atropelar a ética. As pessoas inteligentes são aquelas que têm a capacidade de ler por entre as linhas e de interligar ideias não explicitamente relacionadas; colhem pensamentos, são capazes de raciocínios abstratos e sabem planejar e criar estratégias[1].

Lula lembra mais a figura folclórica de Pedro Malasartes, que herdamos do folclore ibérico, descrito como Câmara Cascudo como “figura tradicional nos contos populares da Península Ibérica, como exemplo de burlão invencível, astucioso, cínico, inesgotável de expedientes e de enganos, sem escrúpulos e sem remorsos” [2].  Este “malasartismo” de Lula é descrito brilhantemente por Nêumanne, aprendido na sua vida sindical, descartando todos aqueles que poderiam fazer frente ou concorrer aos seus objetivos dentro da política sindicais[3].

A inteligência e a esperteza se assemelham num primeiro momento. O egocentrismo e a visão do fato e a falta de um raciocínio abstrato do esperto encaminha-o a erros. E o erro maior de Lula foi a escolha de Dilma como a sua sucessora por um mandato, permitindo o seu retorno quatro anos depois. Enquanto ele esteve no poder conseguiu “segurar” o escândalo do “mensalão”, mas fora ficou sujeito a incapacidade política e de gestão da sua gestora. Hoje Lula se vê na situação do esperto desmascarado. Um Pedro Malasartes desacreditado.

A sua sucessora mostrou não ter nada de inteligência e de esperteza. Auxiliada pelo seu marqueteiro, a sua esperteza transformou-se em estelionato. E assim foi 2014 e em 2015; agora entramos em 2016 com a esperança (que sentimento!) que a gestão lulopetista termine logo no primeiro trimestre. Quem assumirá? Não sabemos, mas desde que mudem os gestores federais, com a população  alerta, com eleições municipais à vista, certamente encontraremos uma saída para as crises política e econômica que nos aflige; dará esperanças a tantos milhares brasileiros que perderam o seu trabalho e a sua sobrevivência aos erros conscientes destes gestores no poder dos últimos 13 anos.

Um bom 2013 depende de nós, de nosso posicionamento político, de do uso correto nas instituições do nosso Estado Democrático de Direito.

Assim sendo... FELIZ 2016.








[3] No início da década de sessenta um meu amigo que vivia e conhecia a vida sindical comentou que havia um líder sindical em formação, conhecido como Lula, brevemente surgirá na imprensa como o mais jovem líder, com grande força política. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Mentiras presidenciais

Dilma mente? Cunha mente? Os dois têm mentido. As mentiras de dilma são mais cabeludas, pois mente para a nação. Mentiu na campanha e continuou a mentir. Disse que nunca praticou ato ilegal (pedaladas) e o TCU disse que praticou. Será que o TCU mentiu? Não é crível. Cunha mentiu. Não para a nação, mas para salvar a pele.

Enquanto ouvimos estas trocas de acusações presidenciais milhares de brasileiros perdem os seus empregos, a economia afunda e a crise política adquire proporções inusitadas.

Muita gente aparece nas redes sociais dando votos de confiança à Presidente. Confiar. O desempregado poderá dar um voto de confiança em quem provocou o seu desemprego. Quem ainda tem emprego poderá dar voto de confiança quando vai ao supermercado e vê o um tilintar do caixa cada vez mais alto para um carrinho cada vez mais vazio de mercadorias que encontrou e não as que desejava? Que voto de confiança à chefe de governo apoiada por um partido político cujas maiores lideranças estão presas e/ou condenadas por corrupção, peculado e outras definições jurídicas que os levou para trás das grades? Que votos de confianças poderão ser dados quando rebentos de líderes políticos deste partido recebem em suas contas bancárias milhões de reais?

Todas as pessoas têm o direito de acreditar, mas também têm a obrigação de refletir sobre o futuro da nação, da economia do seu país. Nós temos obrigações com a gerações futuras, em dar-lhes condições de vida melhores que as nossas, mas se olharmos para a frente, neste momento, quais serão as nossas perspectivas de futuro?  De um país quebrado, sem futuro. Com uma liderança partidária envolvida com as mais terríveis negociatas, envolvida por fortes de laços de amizade com lideranças que transformaram os seus países em narcoestados. Pessoas que condenam o nosso extinto regime militar e hoje procuram repetir o que condenam. O objetivo não era a liberdade, a justiça, mas uma mudança de posição, de cassar liberdades e a justiça.

Precisamos limpar o governo federal desta gente. Vamos controlar os votos (que serão abertos) daqueles que pretendem a manutenção deste regime. Daqui a exatamente 10 meses votaremos em prefeitos e vereadores. Poderemos fazer uma grande limpeza. Os que votarão no processo de impeachment são pessoas interessadas nestas eleições, pois se constituirão em plataformas para as próximas eleições gerais.

Nós somos eleitores e contribuintes. Vamos fazer valer este nosso direito e esta nossa força.

domingo, 25 de outubro de 2015

Desisti. Joguei a toalha.

Pelo andar do andor e os tantos cambalachos teremos aguentar Dilma por mais 38 meses. Segundo os tucanos e para deixa-la sangrar. Mas somos nós que já estamos sangrando com estes primeiros 10 meses do seu segundo mandado. Sem contar com os sangramentos do seu primeiro mandato. Nos dois primeiros mandatos de Lula sangramos anestesiados. Com a institucionalização da corrupção nem anestésicos temos mais.

Já imaginaram ficarmos 50 anos sob o projeto de poder petista? Se o Brasil não está aguentando os 12 anos e 10 meses, imaginem daqui a 37 anos e 4 meses. Não sobraria nem o chão.

Dilma e Lula falam algumas coisas que não entram na minha cabeça. Eu acho que sou muito reflexivo, diferente dos militantes petistas, intuitivos, com propensão para acreditar no que estes dois personagens dizem. Esta gente de bom coração acredita até que receberá vento empacotado na sua cesta básica. Dona Dilma está prometendo...

Dá um desânimo, que se torna maior quando tomamos conhecimento de fatos que nem o diabo acredita. Nicolás Maduro tem um representante no Palácio do Planalto, um aspone de nome pomposo: assessor de relações internacionais. Telefonou para o Presidente  do TSE, Ministro Dias Toffoli, para trocar o representante brasileiro entre os observadores das eleições na Venezuela. Maduro não aceita este representante, o ex-Ministro da Defesa Nelson Jobim, pois quando no exercício do cargo, insistiu com Maduro, então chanceler venezuelano, para que os seus aviões não entrassem no espaço aéreo  brasileiro nos seus voos de transporte de armamentos para o boliviano Evo Morales. Esta subserviência faz nos sangrar ainda mais.

Em face de tudo isto, num governo em que a corrupção e o quinta colunismo são proeminentes, as palavras sensatas são palavras ao vento. O que um cidadão poderá esperar com negociatas para manter uma presidente inepta para falar e para governar? Com ministros piores que a chefe, num país governado por um ex-presidente em exercício (um golpe de Estado diferente) que faz tudo – faz o diabo - para evitar a sua prisão por corrupção. Com parlamentares que ao invés de pensar nos seus eleitores, negociam para evitar de serem processados pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba. O que se pode esperar de um parlamento que não tem oposição. O regime militar tinha uma oposição altiva, diferente da atual oposição passiva.


Estou jogando a toalha. Desisti. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Um envergonhado KKKKKKKKKKKKKK

Excetuando o ânimo do brasileiro, tudo está em alta. Segundo Datafolha a desaprovação de Dilma de junho a agosto deste ano “evoluiu” de 65% para 71%. É rejeitada por dois terços da população brasileira. Nestes mesmos dois meses a sua aprovação caiu de 10% para 8%. A inflação oficial chegou neste mês a 8,45%. A tendência, dizem os analistas, é de alta. A aprovação de Dilma está abaixo da inflação. Vocês se lembram do que ela falava na campanha do ano passado? Que isto iria acontecer se Marina fosse eleita. Depois seria Aécio. Se Levy Fidelix fosse o mais votado, seria ele o culpado. Ela nunca.

Tudo de mau e de mal seria culpa do candidato da oposição que vencesse. Dela, nunca. Certa vez, acho que ainda no tempo do Orkut, levantei a seguinte questão; Lula é mitômano ou mentiroso? Ambos são desvios psicológicos. Não consegui resposta, pois achei que ele seria os dois. Dilma ainda era a mãe do PAC; a eficientA e competentA gerentA. Hoje vemos que ela é, na verdade ineficientA e incompetentA. E naquele tempo não se falava  - mas já se sabia – em tanta corrupção e roubalheira institucionalizada como sabemos hoje.

Bem, tudo isto está na imprensa. A justiça federal é a fonte. Claro que a envergonhada militância do ambiente virtual quando aparece tenta justificar. Ah, mas também havia corrupção no Brasil Colônia, porque agora colocam o PT como Judas a ser malhado? Que bom se fosse, pois Judas se vendeu por somente 30 moedas. Trinta? Nem sei direito, pois no universo lulopetista somente se fala em bilhões. Se o PT existisse naquela época teria quebrado o império romano, dada a facilidade com que quebrou a Petrobras, a Eletrobrás, e outras .brás que ainda nem sabemos.

Esta introdução é para dizer que eu me sinto penalizado com os MAVs (militantes em ambiente virtual) do PT. Estão calados. Envergonhados. Mas não conseguem reagir porque fizeram do lulopetismo o seu farol do futuro. É um mundo que desmorona.

Estão sofrendo mais que nós apelidados de “coxinhas”, pois sofremos na pele, e cabeça erguida, enquanto que os MAVs sentem a sua história, plena de certezas, ruir.

Nada mais conseguem expressar do que um envergonhado “kkkkkkkkk”.


Amigos meus, pessoas sérias e bem intencionadas, foram arremessadas a este envergonhado “kkkkkkkkk”.

sábado, 17 de outubro de 2015

O golpe constitucional lulopetista



O “sistema corrupto brasileiro” está assustado. Os seus membros sempre negaram corrupção. Assim com o fez Maluf. Outro dia assisti uma entrevista dele e à uma pergunta ele respondeu: eu nunca roubei. Não preciso roubar. Eu sou rico. Parece-me que os procuradores de Nova Iorque não sabem disto ou não acreditam nesta defesa. Mas, pelas suas declarações, ele sempre nega porque certamente sabe que roubar é feio, que é crime.

Parece-me (à caminho da certeza) que no âmbito do lulopetismo o roubo não é crime, que roubar não é feio. Certa vez, há uns 40 anos, conversando com um comerciante no Amazonas, ele me contava que nunca havia pago impostos; saía mais barato “molhar as mãos” dos fiscais. A ideia dele é que o dinheiro público não é de ninguém, não tem dono. É de quem pegar. Esta parece ser o entendimento dentro do lulopetismo. O dinheiro da Petrobras, da Eletrobrás, etc., empresas públicas, não tem dono. É de pegar. E se a empresa quebrar? Ora, se quebras, quem vai reclamar? Não tem dono...

O juiz Sérgio Moro com os procuradores federais na Operação Lava Jato mostraram que o dinheiro publico tem dono, assim como as empresas públicas. Começou a colocar na cadeia todos aqueles se apoderam do “dinheiro sem dono”.

Os lulopetistas, donos da verdade (assim se acham!) não estão fazendo como Maluf, negar que não roubaram, mas querem acabar com a operação Lava Jato porque está estragando a opinião que a elite do poder possa dispor do dinheiro público a seu dispor.


O que mais me impressiona é que uma pretensa intelligentsia teima a defender estes corruptos. Dos mais altos togados da República aos frequentadores das despensas das universidades. Combater passou a ser chamado de golpe. Um “golpe constitucional”, a mais nova jabuticaba lulopetista.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quem planta colhe

Estava lendo um texto de Luiz Fernando Veríssimo que começa com a seguinte frase “A deterioração do debate político no Brasil é consequência direta de um antipetismo justificável e de um ódio ao PT que ultrapassa a razão”. No decorrer do texto o autor comenta que o ódio ao PT é anterior ao PT, pois está “no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for sua sigla”. Aqui me pareceu ser a ideia principal do texto.
A realidade mostra ser um pouco diferente. Os desmandos do PT (Luiz Fernando Veríssimo reconhece) contaram com a participação da “classe dominante brasileira”. Basta ver os nomes e as empresas com problemas  com a Operação Lava Jato. Se tivesse acontecido como descreve Veríssimo, Lula não teria sobrevivido a dois mandatos e não teria conseguido eleger Dilma por duas vezes.
No decorrer da campanha já se notava o início das crises política, econômica e ética, as denúncias de corrupção, de uso de dinheiro desviado para a campanha, etc. A campanha lulopetista começou a opor ricos contra pobres, nordeste contra sudeste e sul, com om objetivo de opor possíveis eleitores petistas e eleitores outros candidatos.  O PT criou e financiou o MAV (Militância no Ambiente Virtual) que teve um papel preponderante no conflito de classe, de região, de eleitores.
A candidata do PT venceu com 3,46 milhões de votos a mais do seu opositor. Contando os votos nulos, em branco e as abstenções, mais os votos do candidato da oposição, num universo de 112,7 milhões de votos apurados, 78,4% dos eleitores estiveram de uma foram ou outra contra a candidata vencedora.
Logo após as eleições a candidata eleita começou a tomar medidas que durante a campanha seriam tomadas pelo candidato da oposição se vencesse as eleições. Esta soma de eleitores que votou contra ou deixou de votar foi acrescida por eleitores da candidata eleita que também se sentiu traído.
Assim sendo, esta história de a classe dominante nutrir ódio contra Dilma não é verdadeira. Basta ter um pouco de inteligência e acompanhar os acontecimentos políticos. É a população que não aceita mais este modo de governança permeado de escândalos e de “marquetagem”. 
O que impressiona é pessoas como Luiz Fernando Veríssimo – e tantos outros nomes importantes da inteligência nacional – faltar com a verdade ou fazer uma análise enviesada para descrever uma situação distante da realidade. Leva-nos a imaginar que por trás disto haja outros interesses para estar bem com o poder central. Ou será alienação?  Não sei.
Quem planta conflitos colhe conflitos.