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Eu publiquei este texto em 02/06/2010. Já havia publicado antes. Não me lembro onde
Comentei num texto anterior os
conceitos petistas de estadista e de soberania. Comentava que apesar de os
blogs petistas alardearem as características de Lula como estadista, eu nunca
achei que ele fosse. Mas como corria dinheiro e os blogueiros eram bem pagos, “vendia-se”
esta imagem de Lula. Mas a imprensa internacional já comentava a sua hipocrisia política, confirmada pela operação Lava Jato e outros processos de Lula é alvo
No dia 20/12/2009 o jornal El
País, da Espanha, publicou uma matéria enumerando os cinco hipócritas de 2009.
O Presidente Lula da Silva foi um deles. E o autor da matéria enumera as
contradições que lhe deram este “título”.
Transcrevo, abaixo, parte
desta matéria. Quem desejar ler a matéria original encontrará o em https://elpais.com/diario/2009/12/20/internacional/1261263607_850215.html
Moisés Naím
Cinco hipócritas de 2009
Moisés Naím 20/12/2009
Rever algumas das mais flagrantes
hipocrisias dos poderosos do mundo é instrutivo. Revela as tendências globais,
as contradições e as vulnerabilidades das elites da moda. É por isso que eu
decidi oferecer a minha lista muito pessoal e subjetiva de algumas dos grandes
hipócritas de 2009.
1.
Banqueiros.
2. Tony
Blair.
3. Os
homens líder do Partido Republicano.
4. Os
juízes britânicos que emitiu o mandado de Tzipi Livni.
5. Lula
da Silva.
O Presidente do Brasil declarou
que Hugo Chávez é o melhor presidente da Venezuela dos últimos 100 anos. Nunca
ouvimos Lula falar das condutas autoritárias do seu amigo venezuelano, mas
temos visto atacar furiosamente as recentes eleições em Honduras. E na mesma
semana recebeu Mahmoud Ahmadinejad com todas as honras, cuja vitória eleitoral
também é questionada. O que tiveram as eleições no Irã que as de Honduras?
Tiveram uma enorme fraude, morte, tortura e brutal repressão ordenada pelo
governo de Ahmadinejad. O afável líder brasileiro parece não haver tomado
conhecimento.
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Prosear é papear, por vezes falar sem compromisso e outras vezes compromissado com verdades que defende enquanto verdades, contar "causos". Mas sem poder escapar da visão acadêmica, que ocupou grande parte da vida, mas livre das suas amarras. Tudo isto é prosear e por isto proseando... Espero que este blog seja assim.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Cinco hipócritas de 2009
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Discussões ideológicas e mundo real
Tenho ouvido e assistido muitas
discussões de caráter ideológico, distanciadas do mundo real. Têm-se discutidas
expressões como ideologia de gênero, homonormalidade e outras como
realidades, mas que se elas se tornarem realidades poderão causar muitos
desastres. Lembro-me do Khmer vermelho cambojano. Algo semelhante poderá
acontecer na Venezuela.
Estas discussões ideológicas,
desprezando aspectos biológicos necessariamente levarão a um processo de desorganização.
A minha formação profissional
vem da Etnologia cujas pesquisas de campo foram diretas a pequenos grupos
sociais.
Há uns 10 anos eu fui surpreendido
ao ouvir expressões hoje chamadas homofóbicas numa visita a um grupo guarani.
Pouco antes conversando com uma colega me contou uma experiência semelhante.
Numa pesquisa posterior notei uma queda
populacional e um crescimento no número de nascimento. Também houve uma
diminuição da mortalidade infantil em face do trabalho de assistência à saúde.
Malinowski, em um dos seus
trabalhos enumera as necessidades básicas e uma delas é a procriação. É a
procriação que garante a sobrevivência dos grupos humanos. Para procriar é
necessário que haja uma mulher e um homem. Pelo que acontece em todos os grupos
humanos, pelos que eu conheço e pelo que a literatura nos ensina, há um arranjo
de espaços sociais que cada um dos membros – pessoas, grupos, etc. - da
sociedade ocupa, a estrutura social. As relações entre estes diferentes espaços,
mostra-nos com o grupo social se
organiza. A organização social. Homens e mulheres, crianças, adultos, idosos
ocupam espaços delimitados e os espaços principais são a divisão por sexo. Nas
sociedades mais simples há uma divisão sexual do trabalho. Nas sociedades mais
complexas inicia-se uma divisão social do trabalho.
Nos grupos guarani que estudei,
por exemplo, havia uma divisão sexual do trabalho na fabricação de seus
instrumentos que se tornaram de interesse artesanal para a população nacional.
Para a fabricação de arcos, por exemplo, os homens tiravam a madeira e preparavam
para torna-los em arcos e as mulheres trançavam dos fios para fazer a corda do
arco. Com o aumento da produção os homens começaram a trançar a corda para
ajudar as mulheres. O mesmo aconteceu com a fabricação de cestos. Fui
testemunha do início da divisão social do trabalho.
Em nossa sociedade, com a
participação mais efetiva das mulheres, a divisão social do trabalho embaralhou
a identidade de atividades exercidas por homens e por mulheres. Quando eu
cursava a faculdade pegava sempre ônibus da mesma linha e com o tempo tornei-me
conhecido dos motoristas. Nesta época (década de 60) a CMTC[1]
contratou as primeiras mulheres motoristas. Uma conversa recorrente com os motoristas
era de que às mulheres coube dirigir os ônibus “roda mole” (direção hidráulica)
e aos homens os de “roda dura” (direção mecânica, mais pesada). A linha que eu
usava só havia ônibus “roda dura”. Nesta
mesma época a CMTC começou a trocar a sua frota por ônibus mais modernos e
certamente homens e mulheres começaram a concorrer a mesmas escalas de
motoristas.
Logo após houve a incorporação
da Guarda Civil à então Força Pública – atual Polícia Militar - e as mulheres de
graduação mais baixa da Guarda foram incorporadas como terceiros sargento da FP.
Se de um lado socialmente
homens e mulheres podem fazer praticamente tudo, não devemos esquecer as diferenças
biológicas.
Mesmo homens e mulheres poderem
fazer praticamente tudo, mas fazem mantendo as suas identidades de sexo. A
identidade de gênero é resultante do sexo biológico. Portanto o conceito de homonormalidade é enviesado,
pois a normalidade é a heterossexualidade. O normal é o padrão. O que estiver
fora da normalidade é anormal. Qualquer estudante de estatística aprende isto.
A distribuição probalística da
normalidade é cerca de 70% da totalidade. Para uma projeção demográfica é esta
faixa que deve ser considerada. Nas discussões recentes da reforma
previdenciária poucos e falou destas projeções. Verificando as projeções para
2050 no Estado de São Paulo a previdência será insustentável. A variável
biológica não poderá ser descartada, como vemos nas discussões atuais…
Estatisticamente a
homossexualidade será tolerada até uma faixa de 15% num lado da curva de Gauss
(curva do sino) e os machistas ferrenhos nos outros 15% do outro extremo. Mas falar em homonormalidade...
Estava escrevendo estes
apontamentos e estava lembrando de Thomas Sowell, no seu Os Intelectuais e a Sociedade, comenta dos intelectuais que
desprezam o conhecimento mudando (o
mundo empírico) provocaram muitos desastres sociais econômicos e outros. Um
exemplo é a crise que ora experimentamos.
sábado, 14 de outubro de 2017
Ser professor
Apesar de ser filho de
professora e irmão de três professoras, nunca pensei em se professor. Eu era
radiotelegrafista numa estação no interior onde fazia escala o avião do CAN (Correio
Aéreo Nacional). Eu tinha 22 anos. Entre os passageiros de um voo do CAN havia um que diferenciava-se dos demais
passageiros, quase todos com características de caboclos do Brasil Central: alto, loiro, cabelo curtinho e falava inglês. Perguntei
a um dos sargentos da tripulação “quem é este cara aí?”. É um antropólogo,
respondeu. E o que ele faz? quis saber. Ele vai numa tribo do Xingu, faz
perguntas para os índios, anota, volta para o país dele e escreve um livro,
respondeu o sargento.
Encasquetei: vou estudar
antropologia. Lá do interior de Mato Grosso transferiram-me para Curitiba e fui
fazer o 3º ano do colegial e procurei saber onde eu poderia estudar antropologia.
Fiz vestibular, fui aprovado no curso de História Natural. Tinha aulas de
botânica, petrografia, biologia e nada de me ensinarem conversar com índios,
anotar e escrever livros. Fui descobrir que o que ensinavam era antropologia
física no segundo ano. Mas poderia escarafunchar os sambaquis do litoral do
Paraná. Fiquei em Curitiba nos anos de 1961 até 1966. Período difícil. Parei
com o curso de História Natural até que soube de um curso de Sociologia, Política e Administração
Públicas ligado a agora Universidade Católica do Paraná. Como a situação
política em Curitiba não estava muito favorável para mim resolvi retornar a São
Paulo e terminei o meu curso da Sociologia e Politica de São Paulo e em segui
fui fazer o meu pós da USP. Foi quando começavam a surgir as primeiras
faculdades particulares. Tive um colega de curso, tornamo-nos amigos e ele me
convidou para lecionar em Mogi da Cruzes. Foi uma beleza! Primeiro
financeiramente. Segundo por começar a aprender a ser professor. E a fazer
pesquisa entre os índios guarani do litoral. Aproxima-se a meio a século o dia
que entrei pela primeira vez numa sala de aula, como professor e de
antropologia. Em março passado fez 47
anos.
Quantos alunos passaram por
mim? Não tenho a mínima ideia. Tive turmas
com 150, 200 alunos. Parecia mais um conferencista do que um professor. Passei
por situação difíceis, como por duas vezes sentei no braço de carteiras e elas vieram. Levei tombo com plateia.
Certa vez fui fazer uma palestra no fórum de uma cidade do interior e a plateia
olhava de maneira esquisita para mim. Olhei para a minha roupa e estava tudo
certo, não aparecia nada que não deveria aparecer. Perguntei o que estava acontecendo
e me falaram que o gradil que separava a
plateia do fórum ao local onde ficava o juiz poderia cair. Eu estava encostado
nela. O melhor momento que passei neste aprendizado de ser professor foi no
Amazonas, com relação à distância social. Em outras palavras, não existe
distância social do professor em relação aos diferentes estratos sociais.
No decorrer da nossa vida profissional
passamos por dissabores, com a diversidade de alunos de péssima formação, mas
presos por modelos políticos, religiosos, etc. Hoje, fora da atividade docente
e com as redes sociais, é comum alunos comentarem a respeito de alguma
orientação, alguma resposta, despercebida para nós, mas crucial para os alunos.
E ficamos felizes quando encontramos de graduação que hoje são doutores, pós-doutores.
A responsabilidade do professor
é medida em longo prazo. É uma profissão de vida com resultados conhecidos quando
não haverá mais meios de corrigir erros.
Eu me tornei professor por
acaso, mas me orgulho por esta profissão que exerci por quase meio século.
Um abraço aos meus colegas de
profissão.
Mauro Cherobim (15/10/2017)
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Os dois lados da censura.
Tenho lido postagens a respeito de um
programa da TV Globo com a participação de artista que criticavam a censura à
arte. O foco foi a censura a duas
exposições, o Qeermuseu em Porto Alegre e a demonstração no MAM.
A minha opinião sobre arte não tem qualquer
relevância e por isto nem deve ser considerada, mas como cidadão eu me sinto
confuso com tantas declarações contraditórias e desbaratadas. Costumamos
associar censuras atos impeditivos, formais, oriundos do poder politico instituído.
Existem censuras informais que este mesmo poder político exerce a partir de
pressões políticas, econômicas e outras. Também se censura através de processos
jurídicos. Há, ainda, outras formas, como a mais recente, que se chamou de “assassinatos
de reputações”.
Apesar de não ter assistido este
programa da TV Globo, chamou-se a atenção que o líder deste movimento contra a
censura às artes e o cantor e compositor Caetano Veloso e a sua (ex-)
esposa Paula Lavigne. O que me
surpreende é perceber que este casal não é contra a censura, mas sim contra a
censura que atrapalha os seus interesses e a favor da censura a favor dos seus
interesses.
Biografia não autorizada. Biografia autorizada não é biografia. É
marketing.
A censura é boa quando atende aos nossos
interesses e ruim quando os contraria.
sábado, 30 de setembro de 2017
E nós cada vez mais caretas
O caráter político das exposições.
Hoje eu postei
no meu perfil um comentário a respeito da exposição do MAM onde pergunto se “arte
pedófila” é arte. Pela legislação, antes de ser arte é crime. Muita gente está
condenada e presa por muito menos do que as exposições do Qeermuseo Santander e
do MAM apresentaram. Estas exposições, além do mais, promovem a erotização e
que tendem a levar à criminalização do nu. Vê-se isto em muitos comentários.
Olhemos isto de
fora. A exposição qeermuseu Santander abriu as portas em agosto. Lula foi
condenado em 12/07/2017 e já tinha depoimento marcado para 13/09/2017. O MBL
jura de pés juntos que a denúncia inicial não foi dele, mas para não ficar de
fora entrou no jogo condenando a financiamento através da Lei Rouanet, A “descoberta”
da exposição coincidiu com o depoimento. Logo a seguir, apara atiçar a fogueira
o secretário da cultura de Minas Gerais declarou que levaria a exposição para
lá. O governo mineiro está mergulhado em denúncias e além de petista é ligado à
ex-presidente Dilma.
O Tribunal da
4ª Região em Porto Alegre estuda o processo de condenação de Lula e estima-se
que até o mês que vem (outubro) ele poderá nova condenação em Curitiba. Eis que
aparece a exposição do MAM aqui em São Paulo. As exposições estão fazendo um
barulhão que abafa a Lava Jato.
E nós ficamos
mais caretas com estas discussões moralistas.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Desejo de renovação
As revistas semanais deste final de semana e do final da
semana passada bateram numa tecla só: do novo. Uma nova política, novos
partidos, nova forma de gestão pública, e por aí vai: tudo novo. Mas como se as
cabeças são velhas? Esta foi a proposta do governo que assumiu em 1964. Naquela
época ainda estávamos sob os ventos da guerra fria. Primeiro mundo, os
democratas; segundo mundo, os comunistas; terceiro mundo uma procura por “donos”.
Lutava-se contra uma ditadura para substituí-la por outra.
Quem eram os generais que assumiram o poder em 1964? Eram os
tenentes da década de 20. Quem eram estes tenentes? Eram os alunos e alunos dos
alunos dos positivistas que derrubaram o império e desejavam instituir uma
ditadura militar imbuídos de um positivismo trazido pelo Imperador Pedro II.
Quem os generais de 1964 derrubaram? Os “parafascistas”
criados e alimentados por Getúlio que se diziam comunistas e/ou sindicalistas.
Esta gente aparelhou as universidades para formar gente alienada que está
alienando as crianças a partir das primeiras letras.
Como partir para uma nova formulação política, cultural, se
as cabeças são velhas, carcomidas por teias de velharias longe das realidades atuais.
Como renovar no meio de tanta decrepitude?
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Política e pitacos
Com as redes sociais todos nós nos tornamos enunciadores de pitacos.
Pitaco é um termo que ainda não foi dicionarizado e lá no “Santo Google”
encontrei uma explicação: é “sugestão
sem muito fundamento ou de gente intrometida que nada entende sobre o assunto
em questão”. Esta explicação é a mesma
de palpite, nosso velho conhecido. O pessoal que gosta fazer a sua fezinha no
jogo do bicho passa o dia atrás de pitacos. Isto é, palpites.
Como estava falando, nós nos tornamos pitaqueiros sobre política,
divididos em dois grupos principais: “Lula na cadeia” e “Lula é perseguido
político”. Mas Lula nunca é preso e ninguém acredita que Lula seja perseguido
político.
Comecei a escrever este pitaco inspirado num afirmação de um comentarista
de que os políticos do Executivo e do Legislativo não pensam em outra coisa
além do medo de acordar com a polícia federal nas suas portas. A porta que
abrir encontrará um PF do outro lado.
Como todo brasileiro mal informado aventurei-me a dar pitacos sobre
política, Mal informado porque os jornalistas atuais estão, necessariamente,
engajados numa corrente política atual.
Tempos atrás, quando Cristina ainda governava a Argentina ouvi de um
comentarista que aquele país não era para amadores, mas para profissionais.
Assim mesmo... Mas o Brasil, do jeito que as coisas estão, nem para
profissionais. A nossa história (tradicional) era uma epopeia de feitos
memoráveis dos nossos heróis históricos; Anhanguera, Raposo Tavares, dentro
tantos. Fala-se da esperteza da derrota que D. João VI aplicou nos franceses,
deixando-os em depressão profunda, por não encontrarem um patacão em terras
lusas. Trouxe até dona Maria Louca. Na volta à metrópole deixou o filho
governante em uma mão na frente ou atrás, pois a riqueza retornou junto. A
riqueza é do dono do poder. O poder era o monarca. E assim passamos pelo
império e chegamos na república.
Fez-se festa no dia 01/06 por ser o primeiro dia que o nosso salario era
somente para a nossa sobrevivência. Surpresa! Lá estavam as mesmas mercadorias,
algumas com o mesmo preço e outras com preços mais elevados. Todas com os
impostos embutidos. E Dória fazendo sorteio de um milhão para quem exige notas.
Conversando com um amigo na Amazônia, há quase cinco décadas, ele tinha
uma empresa sem registrar para não pagar impostos e reclamava que não
consertavam as estradas. Se você não paga impostos como o governo vai consertar
as estradas? Ora, o governo faz o dinheiro e dinheiro público não tem dono. É
publico; é de quem chegar primeiro.
Nesta mesma conversa perguntei a respeito de um comerciante se havia
mudando de ramo para o de construção dada a quantidade de telhas no seu
depósito. A explicação é que ele havia feito um negócio com “sobra” de telhas.
Mas “sobrou” mais material. Outro meu amigo me mostrou várias casas com um
mesmo tipo de telhado, feito pelo carpinteiro da prefeitura (sabia fazer
somente um tipo de telhado e lá deixava a sua “marca registrada”). Todas construídas
com “sobra” de material.
Lembrei-me deste caso na delação da esposa do marqueteiro do PT quando
ela falou que a ex-presidente mandou que ela transferisse o dinheiro da Suíça para
Singapura. Ela chegou antes e se apoderou do dinheiro público, ainda “sem dono”.
Mas chegou à Suíça com dono. Isto é, dona.
De uns tempos para cá surgiu uma parte da justiça de caráter avarento:
está perseguindo estes “sortudos” que chegaram na frente para se apropriar
deste dinheiro público, Isto é, sem dono. Funcionários insensíveis e avarentos
estão querendo se apoderar destes dinheiros sem donos espalhados pelo mundo
afora. Estes funcionários avarentos estão se associando a funcionários também
avarentos para que a este dinheiro seja reconhecida a sua propriedade, o
público.
Os ex-sortudos estão sofrendo uma transferência compulsória para Curitiba.
Há uns três das atrás fui num cartório para encontrar um amigo para
preparar uma documentação. Como ele lê os meus pitacos, perguntou: Professor, o
senhor que sabe das coisas (saber das coisas numa regime autoritário é
perigoso!), a chapa de Dilma e Temer será cassada? Disse-lhe que a única coisa
que me dava uma relativa e cuidadosa certeza é que daqui a pouco vão chamar
para entregar o documento autenticado, mas do que acontece em Brasília... Mas
certamente Temer não irá cair. Parece-me que é a isto que o processo está
indicando. Pelo menos neste processo. Mas...
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